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Blod do CEO da empresa Única Seguros




30/08
2012
   rh | gestão de saúde


As propostas anuais de reajustes dos planos ou seguros de saúde representam um pesadelo e prometem cenas tenebrosas para os próximos aniversários. Convém se preparar adequada e oportunamente para tratar desse tema, que já representa o segundo custo das empresas com seu pessoal, só perdendo para os salários. Não bastassem as costumeiras ampliações das coberturas obrigatórias, impostas repetidamente pelas Resoluções Normativas (RNs) da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), e que só em 2012 já incluíram 60 novos procedimentos, há também a evolução do câmbio, medida pela taxa do dólar americano (US$), que tem agredido fortemente os custos dos medicamentos, próteses e equipamentos cirúrgicos, a maioria deles oriunda de países estrangeiros. As últimas negociações entre as operadoras e prestadores de serviços (médicos, hospitais e laboratórios) resultaram em reajustes expressivos para a maioria dos procedimentos e agravaram ainda mais os custos desses atendimentos. As penalidades recentemente impostas às operadoras fora do padrão, proibindo até mesmo a comercialização dos seus planos, vão requerer delas pesados investimentos para recuperar o padrão mínimo de atendimento exigido, e mesmo aquelas não autuadas estão também investindo preventivamente para se proteger desse rigor da ANS. Esse cenário de custos crescentes encontra o mercado ainda amargando as perdas refl etidas na elevação da sinistralidade da carteira como um todo e mais intensamente em algumas das operadoras, o que é facilmente perceptível quando comparados os índices de 2010 contra os de 2011 desse mercado (veja dados precisos no site da ANS). Os péssimos índices (sinistralidade e qualidade) de algumas empresas desse mercado recomendam cautela dos usuários na escolha da sua prestadora de saúde suplementar. Ainda mais graves têm sido os impactos das ações dos gestores dessas empresas na busca da qualifi cação das suas carteiras, cujo resultado se refl ete na infl exibilidade na negociação dos índices de reajustes propostos. Muitas das empresas desse mercado perceberam que podem melhorar signifi cativamente seus resultados apenas declinando de suas contas defi citárias, e essa tem sido a meta desse ano de muitas operadoras, linha que é seguida até mesmo por operadoras líderes e com bons resultados, sempre na tentativa de fazer ainda melhor o seu desempenho econômico. Os contratos regulamentados definem que a intenção de rescisão seja formalizada com uma antecedência mínima de 60 dias. Ocorre que, para propor uma rescisão, a empresa precisa ter uma previsão dos índices que lhe serão propostos e também contar com alternativas já avaliadas e prontas para serem contratadas e implementadas, uma vez que só assim vai poder garantir a continuidade do atendimento após o possível período de aviso prévio. É importante entender que um trabalho confi ável de busca de alternativa demanda um tempo não inferior a 30 dias, o que quer dizer que, para não ser pego de surpresa, recomenda-se que o gestor de benefício comece essa prospecção de alternativas entre três ou quatro meses antes do aniversário dos seus contratos. Quando a base de dados dos planos, das utilizações e da sinistralidade, é qualifi cada, detalhada, ampla, confi ável, regular e oportuna, o gestor do benefício pode ter sinais claros e bem antecipados das tendências de reajustes, podendo assim orientar com mais segurança as suas ações e decisões. Por outro lado, nem todas as operadoras ou seguradoras do mercado disponibilizam bases adequadas para possibilitar essa gestão efi ciente, e essas bases, quando desqualifi cadas, são indícios de possíveis surpresas desagradáveis e ações intempestivas e inefi cazes. A prudência e o cenário recomendam estarmos preparados, pois as já operadoras estão. Para o equilí- brio das negociações convém convocar seu corretor e, com ele, identifi car os aniversários dos seus contratos, avaliar as informações da sua população e se preparar adequada e oportunamente para o próximo aniversário.

* Jorge Eduardo de Souza é Risk Manager e Diretor da Única Corretora de Seguros



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