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Blod do CEO da empresa Única Seguros




29/08
2012
   Desde o tempo da escravatura o gerenciamento era fundamental


Ao trazer do continente africano uma carga dc boas juntas humanas, e era isso que representavam os escravos, o prolissional de recursos humanos tinha que ter uma qualificada estratégia de gerenciamento de risco. A busca dessas juntas humanas prescindia de uma preocupação com a capacidade delas em se adaptar ao novo continente de resistir às doenças regionais, de se adaptar ao novo trabalho, a nova comida, e por aí afora, sob pena de ser muito custoso e ineficaz esse processo de migração de novas juntas. O que fazem hoje os profissionais de recrutamento?

Identificada a tribo mais adequada, a região mais adequada, o biótipo mais adequado, a cultura mais adequada etc, era preciso aferir a qualidade da saúde que as mazelas da vida pudessem acometer parte desses indivíduos. O que faz hoje a medicina ocupacional quando aplica exames admissionais?

O transporte dessas novas juntas precisava ser bem avaliado, a embarcação, a rota, a qualidade e o suprimento de alimentação etc, visto que essas viagens demandavam muitos dias ao mar. A falta de ventilação, como um exemplo de risco, poderia fazer adoecer ou mesmo matar parte ou toda essa força de trabalho que se buscava, e isso poderia acontecer antes mesmo de desembarcarem em seu destino. O que faz hoje a área de transporte de funcionários?

Conta-se que uma das avaliações que os mercadores faziam das juntas humanas colocadas no mercado era a da arcada dentaria, entendia-se que uma boca saudável e completa arcada era uma expectativa de muitos anos de vida produtiva. O que faz hoje os planos odontológicos para os trabalhadores?

Perder um empregado para uma doença era um risco incalculável para o senhor de engenho, imagine se isso ocor-resse num momento de safra, quando se utiliza da forma mais intensa toda a mão de obra disponível. O que faz hoje a medicina ocupacional com seus exames periódicos?

Conta-se que muitos escravos ficavam improdutivos por problemas de coluna, isso pela postura agachada que a colheita do arroz, por exemplo, impunha a esses trabalhadores, e os homens de recursos humanos mais eficazes supriam essas dificuldades com o turnover fun-cional, estabelecendo normas e procedimentos para o trabalho e para o desenho e manuseio dos equipamentos (será que eles já tinham a NR 17-Ergométrica). O que fazem hoje os profissionais responsaveis pela qualidade de vida no trabalho?

Os ambientes extremamente frios ou quentes das senzalas poderiam desquali¬ficar a saúde da força de trabalho. O que faz hoje os profissionais de engenharia e segurança no trabalho?

Escravos também ficavam velhos, e com a velhice vinha o dilema de ter que patrocinar os custos da manutenção da vida sem gerar rendas correspondentes. Não pensem que os senhores de engenho não avaliavam a produção de cada individuo, aqueles que se deram plenamente durante a vida produtiva com disciplina e subserviência, tinham assegurado o conforto dos proventos até os seus últimos dias. O que fazem hoje os planos de previdência?

O moderno gestor de recursos humanos vive hoje envolto no resgate de peças e provas para instrumentar com um mínimo de eficácia as suas defesas para as crescentes ações de nexo causal, na maioria das vezes ele não tem as evidências e nem a qualidade e a pontualidade que assegure vitórias nesses processos, e é por isso que os reclaman¬tes têm dado goleadas de mais de 80% de sucesso diante dos reclamados nesses processos. Na maioria das vezes, essas derrotas são resultados das deficiências do reclamado na gestão desses fatores.

O executivo gasta muito das suas energias e do seu tempo para negociar taxas suportáveis de reajustes dos planos de saúde dos seus colaboradores, reajustes esses indicados pelos níveis elevados da sinistralidade que ele não consegue mais controlar. Diz a lenda que nos momentos mais agonizantes da crise que experimentou a americana GM, os automóveis que produziam, antes mesmo de contar com qualquer peça ou serviço, já custavam mais de R$ 4.000.00, isso por conta dos descontroles dos planos de saúde e previdência que disponibilizava aos seus funcionários.

Ele empenha-se na identificação e correção de ambientes inadequados, de EPIs inadequadas, de admissões inade-quadas, de integrações inadequadas de normas e políticas operacionais inadequadas, de políticas de remuneração inadequadas, de treinamentos inadequados. As gestões modernas que adotam o modelo de Gestão Integrada da Saúde buscam o apoio das melhores competências possíveis no mercado terceirizado para a gestão dos processos e concentram suas forças e inteligências na estruturação de políticas, essas sim estão muito próximas da eficácia que era encontrada nas senzalas.



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